Projetos Ambientais

Poupança Florestal

 

Em 2005, a VCP deu andamento à sua estratégia de inclusão social e crescimento sustentável por meio do programa Poupança Florestal. Desenvolvido em parceria com proprietários de terras vizinhos às bases florestais da Companhia, o programa  busca o melhor aproveitamento dessas áreas além da geração de trabalho e renda.

 

A VCP auxilia pequenos e médios produtores no acesso à tecnologia, a material genético e a crédito para plantio, cultivo e manutenção das florestas de eucalipto. Para o financiamento, foi estabelecida uma parceria com o Banco Real, em que basta o aval da esposa ou companheira - não é necessário colocar a terra como garantia do empréstimo - e a assinatura do contrato de compra e venda futura da madeira para receber os recursos.

 

O contrato entre os produtores e a VCP tem prazo mínimo de dois ciclos de produção de eucalipto (cada um de sete anos). A Empresa garante, na assinatura do contrato, o preço que será pago na colheita, evitando risco para o produtor. Se, naquele momento, o valor de mercado estiver abaixo do que foi acertado previamente, a Companhia pagará o preço combinado, com correção anual de 9% (o mesmo percentual do financiamento).

 

No Rio Grande do Sul, onde a meta é plantar 5 mil hectares ao ano, o Poupança Florestal tornou viável a parceria tanto com grandes proprietários como com assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a produção consorciada - a chamada agrossilvicultura -, ou seja, o plantio de floresta e culturas como arroz, milho ou soja na mesma área. Além disso, o processo busca recuperar terras hoje degradadas, com a formação de florestas de eucalipto e áreas de preservação plantadas com espécies nativas.

 

Nos municípios de Pinheiro Machado e Piratini, cerca de 120 mil mudas de eucalipto já começaram a ser plantadas em 70 hectares de propriedade do Condomínio Karam. A ação envolveu, na primeira fase, 97 pessoas - 75 no plantio, dez na condução de tratores e 12 no combate às gramíneas invasoras - 49 das quais foram treinadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e receberam noções de preservação ambiental, tecnologia de produção de floresta e gestão de negócios. Em Capão do Leão, a comunidade também está participando da construção do maior viveiro coberto do País, com capacidade para abrigar anualmente 35 milhões de mudas.

 

As iniciativas, que têm o suporte técnico das universidades de Piracicaba, Lavras, Viçosa, Santa Maria, e de Freiburg, na Alemanha, foram referendadas em 2005, quando a VCP tornou-se a primeira empresa do setor florestal no Rio Grande do Sul a receber a Licença de Operação Integrada (LOI), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luis Roessler (Fepam). O documento autoriza a aplicação e operação da atividade de silvicultura em 78 propriedades agrícolas da Empresa no Extremo Sul do Estado, e é extensivo aos terceiros que participam do programa Poupança Florestal. Ele representa a regularização legal dos empreendimentos, o que facilita o acesso a financiamentos e programas oficiais de incentivo.

 

Para aperfeiçoar ainda mais o Poupança Florestal, a VCP firmou parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade de Freiburg para a realização de uma pesquisa inédita em todo o mundo. Denominado Monitoramento de Fatores de Produção de um Sistema Agrossilvipastoril na Metade Sul do Rio Grande do Sul, o estudo prevê uma série de levantamentos ao longo de sete anos e a introdução de tecnologias de monitoramento de florestas plantadas em consórcio com agricultura, pastagens e animais. Os equipamentos já foram importados da Alemanha e instalados na fazenda Aroeira, em Candiota (RS).

 

 

Conserv-Ação


 

Ainda na área florestal, a VCP mantém o projeto Conserv-Ação, cujo objetivo é conhecer os remanescentes de florestas nativas da Companhia para propor ações que contribuam para a manutenção da biodiversidade. Com mais de dez anos, a iniciativa mantém o maior banco de dados sobre fauna e flora do Estado de São Paulo.Até 2005 já foram feitos 17.780 registros de espécies vegetais, identificadas 417 espécies de aves (sendo 40 ameaçadas de extinção) e 46 espécies de mamíferos (23 ameaçadas de extinção).

 

O projeto envolve 42 fazendas nas três unidades florestais e é desenvolvido com a assessoria da Casa da Floresta. Entre 1991 e 2005 contou com o apoio do Centro de Monitoramento Ambiental da Serra do Itapety (Cemasi) na Fazenda São Sebastião do Ribeirão Grande (em processo para se tornar Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN), o que permitiu o envolvimento de vários profissionais e estagiários, com a elaboração de oito trabalhos científicos apenas em 2005.

 

 

Monitoramento de Microbacias


A VCP deu início e participa da Rede de Monitoramento Ambiental em Microbacias (Reman), que é composta por 18 microbacias experimentais localizadas em áreas de reflorestamento com diferentes condições edafo-climáticas. A Empresa conta com três microbacias em cada uma das três unidades florestais.

 

Cada microbacia integrante do Remam constitui, em si, um trabalho de pesquisa, desenvolvido por meio de um convênio com o Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP, por intermédio do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF).

 

O objetivo da Remam é monitorar e avaliar operações florestais em relação à qualidade e quantidade de água e ciclagem de nutrientes, além de obter e aperfeiçoar indicadores hidrológicos para a busca do manejo sustentável de florestas plantadas.

 



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