Performance Ambiental

 

A VCP norteia sua atuação por três diretrizes expressas no seu Plano Diretor de Meio Ambiente:

 

- Executar projetos por meio de parcerias com instituições de pesquisa e intensificar o intercâmbio técnico com órgãos governamentais e não-governamentais;

 

- Propor ações que sejam integradas com a comunidade e com o desenvolvimento socioeconômico da região sob influência de seus empreendimentos;

 

- Promover a melhoria de seu desempenho ambiental, expresso por indicadores corporativos, indicadores locais e requerimentos do SGA (Sistema de Gestão Ambiental).

 

Esses propósitos orientam os investimentos operacionais, com ações de redução e monitoramento dos impactos provocados pelas atividades da empresa. Tratam-se de iniciativas sustentáveis, que refletem a preocupação com a qualidade de vida das futuras gerações. Para contemplar essas duas frentes, o alcance de objetivos e metas é conduzido sob a gestão de quatro programas estratégicos continuados:

 

- Monitoramento das políticas, legislações e normas ambientais;

 

- Diálogo com públicos de interesse (comunidades, acionistas, clientes organizações da sociedade civil, órgãos dos governos, fornecedores, profissionais, concorrentes, instituições financeiras, comunidade empresarial e mídia);

 

- Prevenção e controle da poluição;

 

- Melhoria de competitividade.

 

Em 2005, as iniciativas que integram esses programas demandaram investimentos de R$46,0 milhões relacionados à operação e R$ 8,6 milhões em projetos externos.

 

 

 


Produção Mais Limpa

 

No início de dezembro, a VCP assinou a Declaração Internacional sobre Produção Mais Limpa, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Assim, tornou-se a única do setor, no país, a comprometer-se formalmente com os seis princípios da agência responsável por catalisar as ações globais para a proteção do meio ambiente no contexto do desenvolvimento sustentável: Liderança; Conscientização, Educação e Formação; Integração; Pesquisa e Desenvolvimento; Transparência e Implementação.

 

Antes mesmo de assumir o compromisso formal com os princípios da Declaração Internacional de Produção Mais Limpa, a VCP já vinha conduzindo sua atuação ambiental nessa direção. Utiliza o pré-branqueamento com oxigênio e a recuperação de produtos químicos, produz celulose ECF (Elemental Chlorine Free), isenta de cloro elementar, e mantém sistema de queima de gases, todas tecnologias que reduzem significativamente os impactos de suas atividades ao meio ambiente e reconhecidas como BAT (Best Available Technology) pela agência americana Usepa – Environmental Protection Agency.

 

Na área de logística, privilegia a adoção de vias fluviais para o transporte de madeira e de modais ferroviários para o escoamento de celulose e papel ao Porto de Santos, além de usar combustíveis com menor teor de enxofre na frota de caminhões. A utilização da hidrovia Tietê-Paraná foi iniciada em setembro de 2005, para o transporte da madeira coletada em Três Lagoas (MS) até a unidade Jacareí (SP) e permitiu reduzir de 90 para 35 o total de caminhões envolvidos na operação.

 

 

Certificação FSC

 

O estado da arte alcançado pela VCP em seus sistemas de manejo florestal foi traduzido, em 2005, pela conquista do certificado FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal) na unidade Capão Bonito. O selo é um importante diferencial para o ingresso da VCP em novos mercados à medida que atesta seu compromisso com a gestão sustentável, baseada em três pilares: ambiental, social e econômico.

 

O processo de certificação destacou o monitoramento constante das variáveis de produção (conservação do solo, da água e de árvores nativas, por exemplo) - prática habitual e prevista no planejamento ambiental da Companhia - e avaliou positivamente os projetos ambientais e sociais desenvolvidos na região.

 

Exemplo é o trabalho de conservação adotado em cerca de 26 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), onde já foram catalogadas 413 espécies de árvores nativas - nove das quais ameaçadas de extinção - e identificadas 24 espécies de mamíferos - dez delas ameaçadas - e 225 espécies de aves, entre elas 13 sob o risco de serem extintas. Para garantir a renovação e expansão da área, a Unidade Florestal Capão Bonito produz quase 3 milhões de mudas de árvores nativas, com o plantio de 500 hectares anuais.

 

Motivada pelo reconhecimento desse trabalho, a VCP já iniciou os processos para estender em 2006 a certificação FSC à base florestal de todo o Vale do Paraíba, completando assim todo o processo de plantio e produção da Unidade Jacareí.

 



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