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Florestal
Seguindo a sua conduta de empresa florestal, a VCP mantém a sua postura em relação às questões ambientais, encarando-as como prioridade. A conservação dos recursos naturais - especialmente água e o solo – influem diretamente na produtividade e perpetuação do empreendimento, dentro do conceito de sustentabilidade.
O programa de meio ambiente na área florestal privilegia o equilíbrio entre os organismos, objetivando a preservação de fauna e flora nativas além da proteção para as florestas comerciais. Adotadas desde o início da companhia, com pesquisas, projetos e ações desenvolvidas em parceria com universidades, assas ações têm se aprofundado e permitido bons resultados.
No final de 2005 a VCP possuía uma área florestal formada por 285 mil hectares, dos quais 43% mantidos como áreas de conservação, com matas nativas. As atividades florestais são desenvolvidas nas regiões do Extremo Sul, Vale do Paraíba, Capão Bonito e Triângulo Mineiro.
Todas as fazendas da VCP estão localizadas em habitats ricos em biodiversidade, que são protegidos pela Companhia. Na região do Vale do Paraíba, está a Mata Atlântica; em Luiz Antônio, o Cerrado Paulista; no sul do Estado de São Paulo, uma vegetação de transição de Mata Atlântica e Mata Temperada; no Rio Grande do Sul, áreas de savana e estepe na chamada Campanha Gaúcha.
Entre as espécies ameaçadas de extinção que integram a Lista Vermelha da UICN (União Mundial para a Natureza), essas áreas abrigam animais (onças parda e pintada, macaco monocarvoeiro, lobo-guará, tamanduá-bandeira e cachorro-vinagre), e vegetais (peroba rosa, pau-brasil, palmito, jequitibás branco e vermelho, cedro rosa, canela sassafrás e óleo de copaíba).
As principais medidas para controle dos impactos sobre a biodiversidade são: recuperação de áreas anteriormente degradadas, conservação de Reserva Legal e de Preservação Permanente, proteção efetiva contra incêndios e outras depredações, monitoramento da fauna e flora, monitoramento da quantidade e qualidade da água e transformação das áreas em Reservas Particulares do Patrimônio Nacional (RPPNs).
O manejo florestal ainda observa cuidados com a aplicação de defensivos - delimitando áreas com restrição ao uso de agrotóxico, como em caso de captação de água - e práticas de conservação do solo, para evitar risco de erosão e escorrimento de defensivos e nutrientes para fontes de água. Há ainda o planejamento da malha viária, para evitar a construção, diminuir a densidade e desativar estradas antigas em Áreas de Preservação Permanente (APP) ou dentro de fragmentos de matas nativas.

Energia e Clima
As unidades industriais integradas têm capacidade de geração própria de energia elétrica. A matriz energética está sustentada no uso de recursos naturais renováveis (biomassa e licor), equivalente a 87% do total.
Contribui, dessa forma, com a menor emissão de gases de efeito estufa se comparada à utilização de combustíveis a partir de fontes não renováveis. Em 2005, houve uma pequena redução no consumo de energia elétrica na unidade Luiz Antônio mantendo, porém, o resultado dentro da média histórica. A escala maior de consumo de energia em Luiz Antônio em comparação à fábrica integrada de Jacareí deve-se à maior produção de papel e de sua conversão em acabamento (cortes em formatos e embalagens).
Outro fato importante no ano foi a conquista do Prêmio Estadual Fiesp de Conservação e Uso Racional de Energia, pelo Projeto Gestão Eficiente na Produção de Vapor, que tem como objetivo diminuir o custo do vapor produzido nas caldeiras auxiliares. Em andamento desde abril de 2003, na unidade Luiz Antônio, o projeto proporcionou uma economia de R$ 6,7 milhões em 2004, em relação ao orçamento previsto para o ano, e de R$ 2,1 milhões em 2005.


Nota: os valores reportados no relatório anterior para 2003/2004 sofreram correção para as unidades Mogi das Cruzes e Luiz Antônio.
Co-geração de Energia
A transparência com a qual a VCP conduz seus negócios foi evidenciada no diálogo mantido com o Ministério Público Estadual, com a assinatura, em 2005, de um acordo para a construção de uma unidade de co-geração de energia na unidade Jacareí.
Há dois anos, o projeto vinha sendo questionado, embora a Cetesb já tivesse emitido parecer favorável. Nesse período, a Companhia mostrou os benefícios ao meio ambiente, entre eles evitar a sobrecarga de energia elétrica na rede da concessionária local.
A construção da unidade de co-geração, prevista para 2006, vai permitir que a VCP amplie a produção de vapor e energia na fábrica de Jacareí. Para isso, vai utilizar gás natural em substituição ao óleo combustível, o que reduz a emissão de carbono na atmosfera.
Consumo de Combustíveis
As unidades Luiz Antônio e Jacareí têm reduzido ano a ano o consumo do combustível. Em Jacareí, a retração deve-se ainda ao maior consumo de biomassa pela caldeira auxiliar, aliado aos esforços de gestão dos custos. A partir de 2005, Luiz Antônio também passou a considerar para esse indicador o consumo de óleo total (3A + 7A), enquanto anteriormente apontava apenas o consumo do óleo 3A.
Houve também decréscimo de consumo de gás natural. Em Jacareí, esse resultado foi conquistado com a maior estabilidade da caldeira de recuperação 4, preparada para a queima de gás natural, mantendo o balanço de vapor e licores da fábrica. Em Mogi das Cruzes, a redução deve-se ao mix de produção favorável ao consumo menor de vapor e, conseqüentemente de gás natural. Em Luiz Antônio não há infra-estrutura para abastecimento de gás natural.

Nota: os valores reportados no relatório anterior para 2003/2004 foram corrigidos com a inclusão do óleo 7A para a unidade Luiz Antônio.

Nota: os valores reportados no relatório anterior para 2003/2004 sofreram correção para as unidades Mogi das Cruzes e Piracicaba.
Inventário de Carbono
Para identificar oportunidades de aperfeiçoamento das tecnologias aplicadas no processo produtivo e ampliar sua contribuição à melhoria da qualidade do ar, a VCP realizou, em 2005, um levantamento para estimar o Balanço de Emissões de Carbono na unidade Jacareí.
O trabalho incluiu a identificação de todas as emissões de dióxido de carbono. Assim, passa-se a conhecer os potenciais ativos ambientais de redução das emissões convertidos para ativos financeiros. De todas as fontes diretas inventariadas o total de emissão anual foi de 352.354 toneladas de CO2eq (dióxido de carbono equivalente), excluído o valor de emissão por queima de biomassa. Realizada pela primeira vez, a iniciativa deve ser estendida, em 2006, para as demais fábricas e áreas florestais da Companhia.
Pela nova sistemática adotada pela Chicago Climate Exchange (CCX), todas as florestas plantadas em áreas próprias poderão ser consideradas para estimativa de geração de créditos de carbono colocados à venda e não apenas novas áreas plantadas. Com essa possibilidade, a VCP está revisando as estimativas sobre extensão das áreas florestais com potencial de geração de créditos de carbono.

Água
Houve redução de consumo de água em todas as unidades, como reflexo de práticas de fechamento parcial de circuito. Em Jacareí, a redução de 5,8% reflete um esforço adicional, pois a unidade já opera com um dos menores valores específicos do mundo de consumo de água. Em Piracicaba, o menor consumo ocorreu devido ao fechamento de mais 200 m3/h de água utilizada para refrigeração de equipamentos na fábrica, permitindo diminuir a captação de água do Rio Piracicaba.

Emissões Atmosféricas
Em Luiz Antônio, as emissões de TRS (compostos reduzidos de enxofre) e SO2 (dióxido de enxofre) mantiveram-se dentro da variação histórica, com pequena redução do SO2 e acréscimo no TRS com relação ao ano anterior. Em Jacareí, a emissão de SO2 sofreu acréscimo devido à operação da fábrica com maior sulfidez. Para esse item, foi estabelecida uma meta de adequação para 2006: 0,66 kg/t.
Nas unidades de Piracicaba e Mogi das Cruzes, por características próprias do processo e que produzem exclusivamente papel, essas emissões não são mensuradas.

Efluentes Líquidos
Em 2005, houve melhoria no lançamento de efluentes em todas as unidades, devido à maior eficiência no reaproveitamento de água no circuito de processo das fábricas. Os resultados de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e compostos organoclorados (AOX) mantiveram-se dentro da variação histórica, destacando-se os baixos valores como conseqüência das modernas tecnologias de controle ambiental adotadas no processo industrial.


Resíduos Sólidos
Em Luiz Antônio, mais de 90% do resíduo industrial é compostado, gerando um material de valor agronômico utilizado nas áreas florestais da empresa. O processo possibilitou a eliminação de dois depósitos de resíduos (industriais e do pátio de madeira), além de uma economia anual de R$ 370 mil, pela substituição do adubo químico utilizado nas florestas.

Outro projeto, ainda em fase experimental, desenvolvido sob a supervisão da Cetesb, envolve a utilização de lodo biológico em áreas florestais da Empresa na região do Vale do Paraíba. O objetivo é avaliar os efeitos da aplicação de diferentes doses de lodo biológico sobre as propriedades químicas e biológicas do solo, além da análise do escorrimento superficial e da lixiviação de nutrientes. A intenção é a reciclagem do lodo biológico da unidade Jacareí, para obter ganhos econômicos, ambientais e de produtividade florestal.
Também em 2005, foi concluída uma tese de doutoramento da Universidade de São Paulo (USP), que avaliou a confecção de tijolos tipo adobe a partir do lodo produzido na Estação de Tratamento de Efluentes da unidade Jacareí. Os resultados indicaram que é possível incorporar até 20% dos resíduos na composição do tijolo, sem perdas de propriedades físico-mecânicas. Assim, o próximo passo é a construção de casas com material alternativo, dentro do campus da universidade em São Carlos, para avaliar o conforto térmico e acústico e as demais propriedades dos materiais usados na construção.
O tijolo ecológico é também fabricado em Piracicaba e foi empregado na construção da sede local do Núcleo de Educação Ambiental (NEA).

Em Piracicaba, a menor geração de resíduos ocorreu devido a ações no processo de produção de papel, juntamente com a conversão da colagem ácida para alcalina, que apresenta maior retenção das matérias-primas usadas na fabricação, com ganhos ambientais. Nessa unidade industrial, o decréscimo em relação ao ano anterior reflete melhorias no processo de tratamento de efluentes, com menor emissão de lodo sem alteração do desempenho do tratamento.
Em Jacareí, em torno de 25% dos resíduos da unidade industrial são reciclados. Além disso, o processo de descascar no campo toda a madeira contribui para a manutenção dos nutrientes e sais minerais, trazendo benefícios ambientais e econômicos. As quantidades de resíduos sólidos mantêm-se dentro de padrões históricos.
Procedimentos específicos orientam a coleta, o manuseio e a disposição final de resíduos classificados como perigosos. Como exemplo, lâmpadas fluorescentes sofrem descontaminação e são recicladas em empresas terceiras especializadas; óleos, graxas e emulsões são refinados, reaproveitados e também reciclados por empresas especializadas; e pneus, pilhas e baterias são devolvidos ao distribuidor e/ou fabricantes.
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