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06/06/2007 - Finep financia pesquisa da VCP para seleção de eucalipto pela análise do DNA

Mais ágil que o método tradicional, seleção pelo genoma dispensa sete anos de testes.

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) vai financiar o projeto de pesquisa aplicada da Votorantim Celulose e Papel para realizar o melhoramento genético do eucalipto a partir do seu genoma. Não-reembolsáveis, os recursos em torno de R$ 1,2 milhão destinados pela Finep, agência de fomento à inovação vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, devem ser liberados a partir de julho de 2007. No total, o investimento será de R$ 3,2 milhões.

É a primeira vez que a VCP recebe da Finep um recurso dessa ordem, aprovado entre mais de 1.100 propostas recebidas pela Agência. Dessas, apenas 148 foram contempladas.  Com este projeto, a VCP espera aumentar a produtividade das florestas de eucalipto, reduzir custos de produção e elevar a qualidade dos clones selecionados.

Anualmente, o País colhe 50 metros cúbicos de madeira por hectare por ano. Parte dessa boa produtividade se deve ao melhoramento genético, que gera boas plantas. Ainda assim, a seleção atual é lenta. Só após medições feitas nos primeiros sete anos de vida de uma população de árvores é possível selecionar as melhores, segundo características como capacidade de resistência a doenças, à seca e ao frio; produtividade, forma do tronco e qualidade da madeira. Pela avaliação de genoma do eucalipto, esses dados seriam conhecidos com antecedência. “Aos quatro meses, com ela ainda no viveiro, poderíamos saber quais são as características que irá apresentar no futuro”, explica o engenheiro César Bonine, coordenador de Pesquisa Florestal da VCP. 

Para chegar a essa performance, a empresa fará a “seleção assistida pelo uso de marcadores moleculares”. Esses marcadores identificariam o poder de influência dos genes ideais para uma floresta saudável, com chances de aprimorar a sua qualidade num segundo momento. “Vislumbramos melhorar a qualidade da madeira, a resistência a doenças, a resistência à seca e alcançar maior eficiência na absorção de nutrientes”, afirma Bonine.

O trabalho envolve duas universidades estaduais do Estado de São Paulo, Unesp e USP, e tem conclusão prevista para três anos.



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