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| 19/04/07 - Lucro da VCP sobe 3% no trimestre
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Em seu primeiro resultado trimestral sem a fábrica que foi seu maior ativo na fabricação de papéis, repassada há cerca de 30 dias para a International Paper (IP), a Votorantim Celulose e Papel (VCP) conseguiu ampliar seu lucro administrando três frentes de trabalho para crescer como exportadora de celulose: a ampliação nas vendas de celulose para atender à demanda crescente no mundo, o uso de instrumentos de defesa cambial e o equilíbrio de contas dentro de um processo de desinvestimento em ativos de papel e crescimento na produção e exportação de celulose. A empresa também reviu os investimentos para este ano de R$ 550 milhões para R$ 785 milhões com o objetivo de ampliar sua base florestal.
A VCP ampliou o lucro em 3% em relação a igual período de 2006 devido principalmente a uma receita extra de R$ 119 milhões resultantes de suas defesas cambiais. "Desde o ano passado apostávamos na valorização do real. Esta aposta tem trazido vantagens e neste trimestre trouxa uma grande ajuda", disse o gerente de relações com investidores da VCP, Alfredo Villares.
Segundo o executivo, de um endividamento bruto de R$ 2,87 bilhões, 90% estão em moeda norte-americana. A empresa ressalta que seu rating é saudável e a dívida não ultrapassa 30% de seu patrimônio. "A partir de agora é essencial esta gestão do risco cambial para que também possa fazer disso vantagens", disse.
Segundo o executivo, a demanda por celulose seguiu forte e a empresa conseguiu ampliar em 13% seu volume vendido em relação a igual período de 2006, alcançando 255 mil toneladas no período.
A receita líquida da VCP cresceu 9% e foi a R$ 724 milhões. Já a capacidade de geração de caixa, medida pelo Ebitda, recuou 5% e a margem Ebitda também recuou um pouco passando de picos de 39% no final do ano passado para 36%. Alguns indicadores foram prejudicados principalmente pela queda de receitas com a valorização do real.
Apesar da guinada em direção à celulose, a empresa afirma que não haverá desisvestimento total no papel. "Seguimos firme nos dois setores. Apenas neste momento a celulose tem oferecido melhores preços e a nossa celulose tem alta competitividade. Mas o dinheiro que virá com o crescimento em celulose pode ser investido no negócio de papel no futuro", completou.
Investimento maior
A VCP anunciou também a revisão de sua previsão de investimentos para 2007. A cifra passou de R$ 550 para R$ 785 milhões para incluir os investimentos na expansão da base florestal de Três Lagoas (MS). Segundo a empresa, visando futuras expansões daquela nova unidade. O investimento maior não inclui os investimentos na construção da fábrica de Três Lagoas (MS). Dentro deste aporte R$ 459 milhões serão voltados à ampliação de florestas. A Ripasa deve ficar com R$ 123 milhões.
Gazeta Mercantil – Indústria – 19/04/2007 – Pág. C4
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