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19/04/07 - Fabricante foca em produto com alto valor agregado

Os papéis especiais da Votorantim Celulose e Papel terão um papel especial na estratégia da companhia. Literalmente. "Quem pensa que estamos saindo totalmente do negócio de papel está enganado", disse o diretor financeiro da VCP, Valdir Roque.

Até o início de 2006, a VCP tinha oito unidades industriais, incluindo as adquiridas na compra da Ripasa em sociedade com a Suzano. Com as transformações, cujo processo está inconcluso, a empresa já reduziu seu parque para três complexos industriais e dois projetos de celulose.

"Nosso foco é o papel de valor agregado", disse Roque. A companhia produz 120 mil toneladas de papéis especiais, como químicos e térmicos na fábrica de Piracicaba (SP). E prevê investir US$ 40 milhões para ampliar a unidade.

"Os papéis térmicos, usados em recibos de cartão de crédito e bilhetes de loterias, estão em um mercado que cresce 5% a 10% por ano no Brasil", disse o executivo. Mais do que os commodities, como os de imprimir e escrever. "A IP ou a Stora Enso possuem uma escala gigantesca e faturam muito mais do que todas as indústrias brasileiras."

A VCP decidiu manter alguns ativos de papel por razões estratégicas. A joint venture que estuda fechar com a finlandesa Ahlstrom na fábrica de Jacareí tem o propósito de fazer com que a empresa tenha acesso não só a tecnologia como também possa se firmar como um fornecedor preferencial de celulose a grandes clientes. (AV)

Valor Econômico – Empresas/Indústria – 19/04/2007 – Pág. B8



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